quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Eu advirto: A internet faz mal a saúde
Sim, a droga chamada internet já havia me aliciado, me seduzido. Me trouxe necessidades até então que não possuia - ou será que apenas não conhecia?
Brincadeira? Infelizmente não. Há quase uma semana, a empresa responsável por minha conecção estava fazendo um trabalho de manutenção, o qual me trouxe algumas horas sem 300 kilobites por segundo. Foram horas estressantes sem saber o que fazer... Ler um livro, você diria. Não, eu queria saber o porquê de não ter minha velocidade de download! Porquê minha "conecção" com o mundo havia sido cortada. Porquê meu cordão umbilical de informação estava solto. Acima de tudo, porquê parecia que estava tão sozinho.
A conclusão que cheguei, e que agora, por ela, faço essa advertência, é de que a tela do computador é a nova tela de TV. Se antes tinhamos que esperar por determinado horário para sentarmos no sofá e divagar com algo tolo o bastante para entreter, agora podemos sentar numa cadeira de estofamento duvidável e clicar para abastecer nossa ignorância. São muitas opções além da Globo, SBT, Record.. da antiga televisão. Todo tipo de entretenimento inócuo, ou não, está lá.
Quantas séries você vê atualmente? Quantos filmes você baixou? Quantos downloads de álbuns que você ainda não escutou? A cartilha é a mesma pra maioria das pessoas. Essa tele-tela não avisa seus males, não vem com manual de intruções, nem advertência, como um maço de cigarros. Entretanto, além de ser um avanço, pode ser também, se mal usado, a maior droga do séc. XXI.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Discos que mudaram a história (pelo menos a minha) parte 1

Na incrível falta do que falar nesses dias, resolvi apelar para algo que já é inerente ao cotidiano do ser humano - a música. Quando estiver com vontade de escrever, e não ter uma idéia interessante, aparecerei (que palavra feia!) com uma resenha sobre os albúns que marcaram/marcam/estão marcando minha vida. Afinal, como diria o poeta, "Ah Ah Ah, não pode parar".
Vamos começar com classe, já que é pra ser o primeiro, não haveria escolha diferente. Estas são provavelmente as músicas que eu mais ouvi até hoje na vida. Às vezes fico um bom tempo sem escutá-lo, mas eu sempre lembro dele naquela semana meio parada.
Weezer - "Blue Album", ou "Azul", como diria um nacionalista amigo meu.
Pra começar, esse cd do Weezer nao tem nome, é só Weezer mesmo. Vendo a capa ao lado você já adivinha de onde veio o apelido "Blue...". Então, ele foi lançado nos meados de 94, pela Geffen Records - a mesma do Nirvana - com incríveis 10 canções.
Dez canções impressionantes. Se houvesse sido lançada (até o presente momento) uma coletânea da banda, incluir as 10 músicas seria estranho, mas não um absurdo. Absolutamente. O disco começa com My name is Jonas, uma introdução rápida de violão que já desaba numa das maiores qualidades da banda, a bela distorção das guitarras e, antes que eu me esqueça, distorção com as paletadas pra baixo (sim, pra baixo, não-alternadas). Que acaba lembrando os Beatles, se eles usassem distorção, é óbvio, na fase Iê-iê-iê. A música em si não vende o estilo do Weezer por completo, mas já fica impresso com letras interessantes. Rivers Cuomo berra "The workers are going home!! Yeah, yeah, yeah!". Muito legal. E lá vem de novo a introdução, ou seria Outro? de violão, como no inicio da musica, selando a própria.
Daí vem No one else, com as mesmas guitarras, mas já com a levada característica da banda. Música feliz, que te bota pra cima. A letra é tola e simplória, como de quem que acabou de sair da High School.. "I want a girl who will laugh for no one else" - isso mesmo, reminiscências da adolescência nerd de Cuomo. Bonitos arranjos de guitarra, viradas de bateria, e um refrão ganchudo. Partimos então para The world has turned and left me here, violão e guitarra (distorcida, claro) juntos. Acho estranho porque ao vivo, a guitarra devia ficar por cima do violão, bem, como ainda nao vi nao sei. A música diz no fim, com a segunda voz, "Do you believe what I sing now?, parece um recado. Eu sempre achei que ele cantava num "still the boy behind my face" num trecho, mas na verdade é "still the voice..", bem, segue a luta. a música é meio triste e termina com aquele clima violão e microfonias... Para a incrível Buddy Holly - Rivers diz - "Sim, nós acreditamos no anos 60 e em sua sonoridade e não me importo!". Vide "I don't care what they say about us anyway. I don't care 'bout that." Tem até aquela paradinha, em que todos instrumentos para de tocar e só a guitarra faz um arranjo, pra em seguida, todo mundo voltar a tocar. É clássica, e tem um clipe perfeito (vide meu orkut, lá tem). A próxima é Undone (The sweater song), li num blog e concordei com a descrição. É um perfeito exemplo de uma música indie dos anos 90, pela levada e pelas letras. Demorei a reparar, mas na intro tem um diálogo que aparentemente se passa dentro de um show, uma festa. Um cara está todo animado enquanto o outro só dá respostas enviesadas - típico de quando você encontrar alguem numa festa e não quer conversar muito com a pessoa. A letra mesmo da música diz: "If you want to destroy my sweater, Hold this thread as I walk away". Tem aquele velho formato, música tranquila, refrão destruidor, formato o qual nunca nos enjoamos. Alguem discorda? Pergunte ao Kurt Cobain... Voltando a música, tem até solo, e muito bonito. Em seguida vem Surf wax America. Acredito eu uma letra cheia de sarcasmo para com os surfistas, ratos de praia, etc.. Tem duas partes dessa música que são muito interessantes. No meio dela, quando tudo para e o Rivers canta com um backin' vocal foda e uma linha de baixo para, em seguida, acelerar a música de novo e, no melhor estilo Ramones, gritar "Let's Go!", e finalizar com... distorção! Agora, essa é a melhor. Eu nunca pensei que diria, mas Say it ain't so é a melhor. Assim, ela nem resume a banda completamente. Não tem todos elementos característicos. Mas ele é demais! Admito que faço hair guitar nessa música... pra falar a verdade até hair bass eu faço de vez em quando! Ela é redonda, sem arestas. Não tem nenhuma nota sobrando nem faltando! Tem um riff sinistro (tava faltando esse adjetivo), solo desgraçado, e aquela guitarrinha limpa do início é absurda de boa. Toda vez que pego num violão eu toco essa música. Ela é estremamente pessoal do ponto de vista do compositor, fala sobre o pai do vocalista, que era separada de sua mãe. Mas mesmo com esse clima, ela é demais. Agora temos o hino nerd definitivo. Sério, mais geek do que essa música impossível! In the garage já começa com a primeira estrofe falando na primeira pessoa - vou até traduzir pra não ter dúvidas - "Eu arrumei o livro do mestre, eu arrumei um dado de 12 lados, eu comprei a Kitty Pryde, e o Noturno também, esperando por mim". Bem, mais referências do que isso não tem jeito. E ainda diz no refrão:"In the garage, I feel safe.No one cares about my ways. In the garage where I belong. No one hears me sing this song." A garagem de Cuomo, seu refúgio com seus livros de RPG, miniaturas dos X-men e discos do Kiss. Tá bom ou quer mais? Fora a introdução de gaita e violão... Pronto, chegamos a penúltima Holiday. Interessante que o cd não desacelera. Só na última mesmo. Mas ainda não chegamos lá... Essa, como não pode ser diferente, é essencial. A letra nos convida a uma viagem para um lugar desconhecido e distante, na velocidade de uma batida de coração, sem preocupação com malas ou com o resultado de tudo. Psicodélico, e lá continuam as palhetadadas pra baixo, enfim, o que faz o Weezer, Weezer. Sem mais demoras, o final. Only in dreams, a derradeira canção de quase oito minutos! "You can't avoid her. She's in the air... In between molecules of Oxygen and Carbon Dioxide." Eu fui reparar nesse verso anos depois de já tê-la escutada várias vezes.. Acho isso muito interessante em alguns álbuns, os pequenos detalhes que só vemos com o tempo. A música em si é linda. Uma batida de baixo marca a música toda com a bateria, para posteriores incursões das guitarras. Rivers canta com o tom lá no alto, fazendo raiva a muito moleque ai que tenta alcançar: Only in dreams!!! E volta o baixo e a batera, tem solo, outro solo, fica só o baixo, um monte de coisas.. Os instrumetos se alternam para o grand finale. Fica aquela bateria marcando junto no prato e na caixa, sabe? Na verdade eu falei ao contrário, só inverter minhas frases. Mas tudo bem, esse é o fim. Fine. The end. That's all Folks
Not to be continued. Tudo isso representado numa última nota Lá, no contra-baixo.
Sabe, esse conjunto de músicas não é conceitual, não mudou a história do rock, não criou escatologias, mas, acima de tudo, é carregado de sentimento. Chega ser até uma catarse. São 10 canções extremamente sinceras sem qualquer intenção incutida ou pré-estabelecida. Verdairo, autêntico, com o maior número de pleonasmos possíveis. Interessante que há algum tempo eu o achava estremamente datado e ligado a uma certa época, mas hoje vejo que pra mim, será sempre atemporal.
Interessados: baixe aqui - Weezer (blue album)
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
1984 – o ano que fez diferença

O ano é nebuloso em minha mente, mas tenho certeza que foi algo entre 2001 e 2003. O mundo não havia acabado no reveillon de 1999, como predizia Nostradamus e a vida continuava no século XXI. Estava no ensino médio, 2º grau ou sei lá como chamam hoje
Interessante que não me lambro se foi por indicação, por ter visto em alguma revista ou site, mas eu acabei lendo o livro 1984, de George Orwell. Bem, eu era um adolescente que escutava muito rock’n roll, e isso é um diferencial muito grande quando se tem 15 anos. Havia uma maneira idiossincrática de reagir às coisas da vida. Bem, vamos ao livro. O que acho mais interessante é que consegui o livro na malfadada biblioteca municipal de Muriaé, seja qual for o nome dela. Digo isso porque, além de mal conservada, ainda é mal-cuidada. Uma criança de cinco anos sairia com quantos livros quisesse de lá, até hoje.
Voltando ao livro, acabei achando-o na parte de literatura inglesa (óbvio, não?), junto com a “Revolução dos bichos”, “A ilha”, entre outros... Não esqueço daquela capa vermelha, aquela simulação de couro que não vemos mais em livros hoje
Acho que é interessante pontuar que, dentro do rock’n roll, escutava muito Punk. Coisa tipo Ramones, Sex Pistols... As bandas clássicas mesmo. Junto, também, com aquele ideal anarquista, revoltado-sem-causa, et coetera... E lá começa aquela história de Winston Smith. O cara que tenta burlar seu sistema. Que vive através dos olhos do “Grande Irmão” (odiava o fato das pessoas não saberem que o “Big Brother” tinha vindo dali). O estado completamente inverso a qualquer utopia, com regras absurdas, totalitarismo, torturas... As torturas!!!
O livro era impressionante. Simplesmente. Claro que existem os best sellers de capítulos curtos que te faz ler até de madrugada. Mas ele prendia com conteúdo. Não esqueço da tentativa de Winston de burlar o sistema, e de como foi traído pela amante. A parte final, onde é torturado até acreditar, acreditar mesmo, que 2 + 2 realmente eram 5, porque o Grande Irmão dizia era absurdamente demais! Toda a tortura psicológica que passava se transferiu pra mim ao fim do livro. A frase “amava o grande irmão” – a última do livro, e que nunca esqueci –, sobre o que sobrara dos cacos da mente de Winston após todo o sofrimento foi o estopim de outra revolta.
Por um tempo eu pensava: tenho que fazer algo! Pensava que o sistema era o inimigo que nos sufocaria e acabaria com nossas vidas. Que outra ditadura poderia se instalar... Sei lá. Tinha que fazer algo pra mudar. Mudar o quê, eu não sabia bem, só mudar. É verdade, fiquei um pouco paranóico. Mas penso eu que era a época de assim ser.
A revolução não veio, mas algo ficou marcado. Pensei até em “pegar” o livro e não devolvê-lo. Mas logo em seguida vi que era um pensamento mesquinho (que outra pessoa teve, pois nunca mais o vi na biblioteca). Outras pessoas também tinham o direito de lê-lo. Assustadoramente, vejo muita coisa do livro pelo mundo afora. China e Venezuela que o digam. E o que é mais legal. Até hoje, quando volto na biblioteca, eu o procuro. Não o acho, e lembro que foi parte de outra época.
domingo, 11 de novembro de 2007
Coincidência, ou não?
Voltando às coincidências. É muito interessante quando vários fatos se interligam sem nenhuma razão aparente, e no fundo você pensa que existe alguma conexão. Mas na verdade, raciocinando – veja bem, raciocínio por si só já é lógico – vê-se que a coincidência é interessante porque não acontece a todo o momento. Lá de vez em quando. Uma pessoa que conhece outra que te conhece que estava num bar que você freqüenta na mesma data, hora e local. Algo por ai. Falo isso porque tive uma dessas felizes coincidências nesses dias.
Uma conhecida minha usava sempre um nick/e-mail. Era um apelido que se analisado apenas as palavras não fazia sentido algum (e eu nunca havia perguntado a razão do nick). Já fazia uns dois anos que eu não tinha qualquer diálogo com ela. Estava lendo umas crônicas num livrinho comprado dum sebo e voilà! Lá estava o nick, era um título da Rachel de Queiroz. Tudo fez sentido. Sim, mera coincidência (isso é titulo de filme, mas foi a melhor frase que encontrei em um período mínimo de tempo).
O legal é parar pra pensar sobre as pequenas coisas da vida, sabe. Esses momentos, pra mim, não tem preço. Aquela conversa informal e inesperada que rende um bom assunto. Aquele filme que passa na sessão da tarde e você não esperava. Pequenas e gratas surpresas do chamado cotidiano que preenchem a semana.
domingo, 26 de agosto de 2007
Música para este dia

It's my birthday too--yeah
They say it's your birthday
We're gonna have a good time
I'm glad it's your birthday
Happy birthday to you.
Yes we're going to a party party
Yes we're going to a party party
Yes we're going to a party party.
I would like you to dance--Birthday
Take a cha-cha-cha-chance-Birthday
I would like you to dance--Birthday
Dance
You say it's your birthday
Well it's my birthday too--yeah
You say it's your birthday
We're gonna have a good time
I'm glad it's your birthday
Happy birthday to you.
Baixe aqui
domingo, 19 de agosto de 2007
Ensaio sobre o Domingo
Uma coisa que sempre me afligiu bastante e que causa severos remorsos é o "bendito" domingo. Dia mais inútil da semana, que para alguns é o último, mesmo sendo, na verdade, o primeiro.
O ócio normalmente nada de braçadas - simplesmente não há muito que fazer fora daquele esquema do almoção e do futebol às 4 da tarde na TV. Tenta-se driblá-lo com alguma tecnologia - vá lá, internet, msn, blá blá blá -, mas no fim do dia (dia não, domingo), fica aquela velha sensação de que nada foi feito.
Mesmo vendo aquele filme que te fez pensar ou que te deu acessos de gargalhadas há muito esquecidas - o domingo te frustra.
Esse ano até vi um cara falar sobre o assunto. Ele tava mediando as discussões da Flip (aquele encontro literário) e comentou sobre a inutilidade das manhãs de domingo - que ele sempre estava curando alguma ressaca... Bem, naquele dia ele estava na Flip. "Gastou" bem este tempo.
Mas mesmo assim, um sétimo da vida se vai nesses momentos perdidos com reportagens melodramáticas do Régis Rösing, programas nordestinos de auditório, et coetera...
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Carta ao meu amigo Daykerson
sábado, 24 de fevereiro de 2007
Todo carnaval tem seu fim
MARCELO CAMELO
Sabe aquele ano em que tudo dá errado? Pois é...
Sabe aquele sábado minguado que dá uma guinada absurda? Então...
Sabe aqueles dias que vão ser lembrados pra sempre? Pois é...
Sabe aqueles problemas que são resolvidos após o reveillon? Então...
Lembra daquele fim de carnaval que trás algumas respostas? Pois é...
É por ai.
sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
E veio 2007
Tanto que 2007 já começou apavorando à todos.
Impressionante o que uma empresa mal estruturada pode fazer a uma cidade. Miraí não esperava que a mineradora em questão na mídia pudesse fazer um estrago tão grande em seu cotidiano.
Mais uma vez neste blog que lhe (às vezes) informa e entretem, pergunto o por quê de tanta omissão na mídia. Se já ouvi falar que a mineradora mal estruturada é firma de um tal Antônio Ermírio de Moraes. Ninguém disse ainda.
É realmente impressionante a capacidade do dinheiro nessas horas.
A mídia não deve se ater a "homens do país"; premiados por "Vejas" e "Istoé's" como homens do século, que não fim das contas, não serão nem lembrados por seus tataranetos, que se lembrarão apenas da gorda recompensa que o sobrenome pode trazer.
domingo, 31 de dezembro de 2006
2006 já pedia um Ano novo
Teve a morte do Saddam, que foi meio estranha. Não teve o alarde que eu esperava.No finalzinho do ano, quando todo mundo só espera aquela retrospectiva da Globo que ninguem vê. Deve ter sido uma correria pra colocar este acontecimento, ou não - eles provavelmente já sabiam.
Mas a impressão que realmente ficou foi a de que 2006 foi praticamente inútil. Politicamente, futebolisticamente então nem se fala. E "policialmente' também. Nossos amados defensores criaram um Estado paralelo onde o brasileiro, além de temer o Governo, os traficantes, tem que temer a Polícia também. Pior que a grande mídia não está falando sobre isso. Não entendo o porquê desse segredo.
"Pô, véi" até o James Brown foi embora! 2006 - não te quero mais!
sábado, 28 de outubro de 2006
Rebuliço na cidadezinha
Certo dia, nesta cidadezinha, um marciano – que vinha de marte, afinal de contas o sistema solar tem outros planetas e a terra não é necessariamente sua primeira parada – aterrissou na pracinha da cidade (aquele tipo de pracinha que toda cidadezinha têm, vocês me entendem). Não deu em outra. Alvoroço geral. Medo; revolta; surpresa, todo tipo de sentimento idiota que um ser humano pode ter foi sentido naquele dia. O que poderia ser feito? Bem, criaram uma comitiva de líderes da cidade, e lá foram recepcionar o marciano.
Ele era tudo aquilo que a melhor ficção cientifica podia supor: baixinho, verde, com antenas e olhos esbugalhados. Mas não é que o desgraçado falava português?! Cumprimentou toda a comitiva com o melhor da elegância e dos bons costumes. Se tivesse um chapéu, teria tirado durante a reverência que fez.
Antes que eu me esqueça, os líderes da comitiva eram, respectivamente, o prefeito, o padre e o delegado; ambos da cidadezinha. Os “três poderes” da cidade. Voltando ao marciano, ele logo chegou dizendo de supetão:
- Venho em missão de paz.
O delegado, aquele de cidadezinha mesmo, sempre desconfiado, olhou apreensivo pro marciano. O padre, fez o sinal da cruz. O prefeito estava pensando se esta situação lhe serviria para a reeleição...
Então, na velocidade proporcional à sua ignorância, o delegado disse:
- Paz uma ova! Você veio pra conquistar a terra, pensa que eu não vejo tv?! Já assisti a vários filmes sobre isso (sic).
O prefeito, agora acordado de seus devaneios políticos, disse:
- Calma minha gente, vamos ouvir o que o marciano tem a dizer.
O marciano, que tinha a paciência de Odisseu – aquele da Ilíada – realmente não tinha ficado ofendido com as palavras do delegado. E disse, em seguida:
- Venho em missão de paz. Marte, após muito tempo, decidiu se comunicar com os planetas do sistema solar. Venho em nome de minha nação trazer conhecimentos que a raça humana não possui.
- Que tipo de conhecimento? Perguntou o padre, e logo remendou: - Que não seja religioso, pois já temos nosso Deus!
- “Não é nada disso”, falou o marciano. “Trago conhecimento sobre a arte da convivência humana e da paz entre os povos. Nós, os marcianos, também tivemos problemas de convivência, como vocês, humanos. Porem, resolvemos todos eles. E agora, vivemos numa sociedade que vocês chamariam de utópica..
Mas e os ladrões, estupradores, assassinos e políticos no seu planeta, perguntou o padre.. – O que fizeram com eles?(O prefeito olhou de cara feia).
O marciano, meio desconcertado, disse: Bem...nós não temos esses tipos de indivíduos por lá.
- E com os pobres e aflitos, o que fizeram? Questionou o prefeito.
Respondeu, meio desolado, o marciano: “nós também não temos esse tipo de pessoas por lá”. Até parecia que o marciano adquirira um leve tom avermelhado, pensou mas tarde o delegado. Mas, se convenceu que era apenas uma impressão.
O delegado, então, perguntou: Que problemas vocês tinham, então?
O marciano ficou sem resposta. Seus problemas intergalácticos pareciam um grão de areia numa praia, uma gota no oceano, ou seja, toda comparação superlativa que pode vir à nossas mentes.
O ser de marte deu a volta em seus calcanhares (se é que tinha um par deles), entrou em sua espaçonave e foi embora mais rápido do que tinha chegado. Não entendia como um povo podia viver daquele jeito. Em sua análise da Terra, não tinha notado tamanha situação hostil. Guerra, fome e doença. E ao olhar para trás, vendo o planetinha azul pensou num nível de consciência ainda desconhecido: "como é forte esse povo..."
sábado, 30 de setembro de 2006
domingo, 20 de agosto de 2006

Essa foto de Fidel, o saudável foi vinculada pela internet avisando aos americanos pederastas que "el hombre" está bem. Porém, o que mais chamou atenção foi o estilo demonsstrado pelo ex-guerrilheiro. Se vocês notarem, Mr. Castro está com um agasalho da ADIDAS. Sim meus caros, o homem até que gosta de consumir um pouco.
Pra não dizer que eu não falei das flores, corre também na internet outra foto. Quase idêntica a essa. Apenas no lugar do símbolo da ADIDAS se encontra a bandeira de cuba. Photoshop? A versão original fica a seu estado ideológico e de espírito.
domingo, 2 de julho de 2006
Allez les bleus é o c*%#@ralho !
quarta-feira, 7 de junho de 2006
E lá vem o golpe

APRENDA A DANÇA DA PIZZA VOCÊ TAMBÉM!
AGORA PASSO-A-PASSO!!!>>>>>>>>>>>>>>>
O ano de 2005 trouxe muitas surpresas para o povo brasileiro.Foi impressionante o número de denúncias contra personagens do atual governo.Mas o que realmente ficou para o próprio povo, enquanto eleitores em 2006?
É complicada a análise a sangue frio. Inicialmente podemos taxar este governo de corrupto e inócuo, assim como tantos foram no passado, mas temos de analisar também o outro lado da moeda. Será que um retorno da direita neoliberal ao poder seria algo interessante?Ou então, poderia Lula fazer suas as palavras de FHC em sua campanha: “quatro anos é muito pouco, povo brasileiro!”.
Basicamente, o futuro brasileiro é bastante nebuloso (menos para os pessimistas de plantão que acham que tudo está e sempre estará errado), no sentido de não haver conjecturas sobre o próprio. É mais fácil opinar sobre a Copa do Mundo (lembrem-se de 1970) do que sobre a política, sobre os candidatos...
Candidatos estes que já entram com o pé na lama!!!Como pode Antony Garotinho, que tem mais furos em sua carreira política do que um barraco da Rocinha se quer cogitar uma candidatura nacional? Assim, nem morre na praia, muito menos começam a nadar...
O carisma dos próprios já está à mostra em campanhas falseadas por fatos estranhos e promessas (como sempre não-cumpridas) já estão aí!!! “Marqueteiros” botam suas unhas de fora, regurgitam palavras antigas de falso significado para nós que, indefesos como sempre nada podermos fazer.
Espera aí! O voto é nosso!A lista de canalhas é extensa e conhecida!
Professor Luizinho (PT-SP), João Magno (PT-MG), José Borba (PMDB-PR), Carlos Rodrigues (PL-RJ), Vanderval Santos (PL), Josias Gomes (PT-BA), José Mentor (PT-SP), José Janene (PP-PR), Romeu Queiroz (PTB-MG), Paulo Rocha (PT-BA), Pedro Correia (PP-PE), Vadão Gomes (PP-SP), João Paulo Cunha (PT-SP) e Pedro Henry (PP-MT).
Tudo bem que muitos fora absolvidos - lembram da dança da pizza? - mas não tiveram seus nomes relacionados por mero capricho do destino.
Portanto, você que lê este texto com bastante boa vontade, pense mais uma vez! Não jogue fora um direito seu (e não uma obrigação)!Vote com consciência, para que não haja arrependimento depois.
domingo, 21 de maio de 2006
(o que seria) O pior dia da minha vida
domingo, 23 de abril de 2006
Sonhar é preciso!
domingo, 12 de março de 2006
Time is Money !!!Oh yeah....
Lennon/Mccartney
O que esperar da vida? Não minto, li sobre esse assunto no blog do Raphael. Só que eu não tinha uma resposta pra pergunta. Não o que esperamos da vida, mas como devemos levá-la. E apesar de tudo, ainda não tenho uma resposta! O que seria "mais adequado" : levar tudo no melhor estilo Carpe Diem ou no modo mais desrregrado da vida? Pergunta difícil...
Não tinha e ainda não tenho uma resposta pra tudo isso .O "fanfarrão way of life" até que parece interessante, mas , até quando? E viver na defensiva é praticamente não viver. Se houvesse pelo menos uma "balança" que medisse tudo isso e indicasse o caminho certo da neutralidade, ou, algo do gênero, algumas coisas seriam mais fáceis de se entender.
O que me faz lembrar da banalização do assunto, pois até a Pitty diz 'pra não deixarmos nada pra semana que vem...' ...é mole ?.....
quarta-feira, 1 de março de 2006
Só pra pensar
Watchmen
O Cavaleiro das Trevas
Ouça: Weezer
Ben kweller
Fountains of Wayne
Depois : me fale o que achou.